Equipamentos de optometria: o que é essencial no seu consultório?

Você se formou no curso de Optometria e agora quer investir na sua carreira montando um consultório optométrico. Pelo que começar? São tantas tabelas e máquinas que você pode achar que tudo é imprescindível, mas não é bem assim. Conheça os instrumentos e equipamentos de optometria fundamentais para oferecer atendimento aos pacientes. Instrumentos e equipamentos de optometria básicos“Básico” aqui não é sinônimo de “simples”, é sinônimo de “essencial” – sem excessos, nem faltas. Sem esses instrumentos, o atendimento no seu consultório de optometria pode ficar comprometido: Ficha de atendimento: documento para anotar as informações do paciente e os resultados dos seus exames, criando um histórico; Oclusor: objeto para tamponamento de um dos olhos durante a realização de exames no outro olho; Caixa de prova: maleta com o aro de metal e diversas lentes para exames de refração;Caixa De Prova Completa Com 270 Lentes Optometria Tabela de acuidade visual: também chamada de Tabela de Snellen, é a ferramenta para medição da capacidade de ver objetos a uma distância específica, geralmente 6 metros; Tabela para perto: ferramenta para medição da capacidade de ver objetos a curta distância, sendo importante para identificar a presbiopia (dificuldade em enxergar curtas distâncias) e a miopia (dificuldade em enxergar longas distâncias, mas paciente enxerga bem curtas distâncias); Kit retinoscópio e oftalmoscópio: aparelhos para exames de retinoscopia e análise das estruturas oculares, permitindo identificar, por exemplo, erros de refração, eixos de astigmatismo, opacidades, alterações na retina; Caneta de lanterna: aparelho para exames de PPC (Ponto Próximo de Convergência), PPA (Ponto Próximo de Acomodação) e análise do reflexo pupilar.Imagem de Lanterna Clínica Caneta Médica De Bolso Led Exame Fisíco Equipamentos para um consultório optométrico elaboradoVocê já conquistou uma carteira de clientes e, com isso, tem o retorno financeiro para investir em outros equipamentos de optometria para o seu consultório. Embora não sejam obrigatórios, os itens apresentados a seguir podem otimizar seu tempo em análises e complementar o atendimento dos pacientes: Réguas de esquiascopia: instrumentos com diversas lentes acopladas, tanto côncavas quanto convexas, facilitando os exames de retinoscopia; Cadeira, coluna e Greens: suportado pela coluna, o Greens comporta muitas lentes e agiliza sua troca durante o atendimento, enquanto a cadeira acomoda confortavelmente o paciente; Óculos com lente verde e vermelha: utilizados em testes de estereopsia para verificação da visão binocular e da percepção de profundidade; Caderno com testes de Ishihara: conjunto de imagens para a verificação do daltonismo; Lensômetro: equipamento analógico ou digital utilizado para analisar lentes de óculos, encontrando seu grau; Tonômetro: é o equipamento que realiza a tonometria, exame que mede a pressão intraocular. E aí, conseguimos esclarecer quais equipamentos de optometria merecem sua atenção ao montar seu consultório? Siga o CROOSP nas redes sociais e continue acompanhando nosso blog para mais informações sobre a Optometria!

Quais são os erros de refração ocular?

Os erros de refração ocular são alterações visuais que ocorrem quando a luz que entra no olho não é corretamente focalizada na retina. Esse processo, chamado de refração ocular, envolve a curvatura da córnea e do cristalino, estruturas responsáveis por direcionar os raios de luz. Quando há desequilíbrio nesse sistema, surgem disfunções visuais como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Saber o que é refração ocular ajuda a entender por que essas alterações impactam tanto a nitidez da visão. Felizmente, há formas eficazes de corrigir esses problemas, como o uso de lentes corretivas, que devolvem a clareza visual e melhoram a qualidade de vida. Quais são os principais erros de refração?Existem quatro tipos mais comuns de erros de refração ocular: Algumas soluções para miopia: óculos com lentes divergentes e lentes de contato. Algumas soluções para hipermetropia: óculos com lentes convergentes e lentes de contato. Algumas soluções para astigmatismo: óculos com lentes cilíndricas e lentes de contato tóricas. Algumas soluções para presbiopia: óculos para perto, lentes multifocais, bifocais e alguns tipos de lentes de contato. Como identificar e tratar os erros de refração?O diagnóstico dos erros de refração é feito por meio de um exame optométrico completo. Entre os principais procedimentos estão: Exame de acuidade visual (com tabela de Snellen);Exame de retinoscopia;Teste de refração com uso de caixa de prova ou refrator;Exames complementares, como ceratometria, se necessário.Após a identificação, o profissional optometrista pode prescrever lentes corretivas (óculos ou lentes de contato). Importante: a prescrição correta das lentes é fundamental para garantir conforto visual, evitar dores de cabeça e melhorar o desempenho em atividades do dia a dia. Qual o papel da optometria na correção visual?O optometrista é o profissional habilitado para identificar erros de refração e indicar a melhor solução para cada caso, seja com lentes corretivas, exercícios visuais ou até encaminhamento médico, quando necessário. Seu trabalho é essencial na promoção da saúde visual da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atendimento optométrico primário pode resolver até 80% das queixas visuais da população. Por isso, é fundamental contar com profissionais capacitados e atuantes em todo o território nacional. Quando procurar ajuda?Alguns sinais de que é hora de procurar um optometrista: Visão embaçada ou desfocada;Dificuldade para ler de perto ou ver de longe;Dor de cabeça frequente;Fadiga ocular;Necessidade de apertar os olhos para enxergar.Cuide da sua visão com atenção e regularidade. Consultas periódicas podem prevenir complicações e garantir uma vida com mais nitidez.

Como é um curso de Optometria?

A optometria é uma área responsável pela saúde visual, voltada para a avaliação (qualificação e quantificação) e posterior correção dos problemas de visão encontrados. Com a crescente demanda por cuidados visuais, aumentou-se também a procura pelo curso de Optometria. Entenda as modalidades dessa formação, as disciplinas por ela estudadas e a sua atuação no mercado, além da diferença entre optometrista e oftalmologista. Tipos de curso de OptometriaNo Brasil, é possível se formar em Optometria por meio de cursos técnicos e superiores. Os cursos técnicos, com duração média de 1 ano e meio, oferecem uma formação mais básica. Os cursos superiores podem ser oferecidos na modalidade de tecnólogo, com cerca de 3 anos de duração, ou de bacharelado, com duração entre 4 e 5 anos, dependendo da instituição. Seja tecnólogo ou bacharelado, a faculdade de Optometria prepara o aluno para atuar com autonomia em exames de refração, prescrição de lentes corretivas e terapias visuais. A diferença é que o bacharelado proporciona uma formação mais aprofundada, abrangendo disciplinas mais amplas, como optometria pediátrica, optometria comportamental e saúde pública ocular. Além de atuar no campo clínico, o bacharel pode trabalhar com pesquisa e ensino. O que se estuda na faculdade de Optometria?Ao longo do curso de Optometria, o universitário passa por disciplinas teóricas e práticas, incluindo: anatomia e fisiologia ocular;embriologia e desenvolvimento ocular;ortóptica (estudo da visão binocular);patologias oculares;óptica e refração;contatologia (estudo das lentes de contato);ética profissional e legislação da área.O foco é formar um profissional capacitado para identificar e corrigir problemas de visão, como astigmatismo, miopia e hipermetropia. Ele não atua em intervenções cirúrgicas ou prescreve medicamentos – funções que cabem exclusivamente ao médico oftalmologista. Falando nisso, o optometrista é médico?Não, o optometrista não é um médico. O médico responsável pela saúde dos olhos é o oftalmologista e, para isso, ele deve concluir a faculdade de Medicina e fazer residência em Oftalmologia. Ele está habilitado a diagnosticar doenças oculares, prescrever medicamentos e realizar cirurgias. O optometrista, por sua vez, é um profissional da área da saúde formado especificamente para atuar na avaliação da função visual, prescrevendo lentes corretivas e acompanhando casos que não exijam intervenção médica. Muitas vezes, é ele quem identifica os primeiros sintomas de doenças oculares, como glaucoma, catarata e conjuntivite, aconselhando o paciente a buscar um oftalmologista. Assim, ambos os profissionais atuam de forma complementar: o optometrista cuida da parte funcional da visão, enquanto o oftalmologista trata da parte clínica e cirúrgica. Atuação no mercado e reconhecimentoO profissional de Optometria pode atuar em lojas de óptica, clínicas multidisciplinares, consultórios particulares e centros de saúde visual. Nos últimos anos, a procura por optometristas cresceu devido à praticidade de acessar exames visuais rápidos e eficazes, especialmente em regiões com pouca cobertura médica especializada. A profissão é reconhecida no Brasil e os cursos superiores de Optometria são autorizados pelo Ministério da Educação (MEC). Em 2021, o Supremo Tribunal Federal reafirmou o direito dos optometristas ao exercício profissional, o que reforça a legitimidade da profissão. O Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP), vinculado ao Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria (CBOO), está aqui para promulgar a excelência em Optometria, elevar a qualidade dos profissionais e melhorar a saúde visual da população.

O que é optometria comportamental?

A visão é muito mais do que enxergar com nitidez. Ela envolve interpretação, movimento, foco, atenção e integração com outras funções cerebrais. A optometria comportamental parte dessa compreensão mais ampla do sistema visual e propõe uma abordagem que vai além da simples correção óptica. Neste artigo, você vai entender o que é optometria comportamental e como ela se diferencia da optometria tradicional. Entendendo a optometria comportamentalA optometria comportamental é uma vertente da optometria que considera a visão como um processo dinâmico e integrado ao comportamento e ao desenvolvimento global do indivíduo. Diferente da optometria tradicional, que foca na acuidade visual e na correção de erros refrativos (como miopia, hipermetropia e astigmatismo), a abordagem comportamental avalia como a pessoa usa a visão no dia a dia, incluindo em atividades como leitura, escrita, coordenação motora, atenção e percepção espacial. Em outras palavras, o profissional que atua com optometria comportamental não apenas analisa se o paciente enxerga bem, mas também como ele processa e utiliza a informação visual. Essa abordagem é especialmente relevante em crianças em idade escolar, pessoas com dificuldades de aprendizagem, atletas de alto desempenho e indivíduos que sofreram traumas neurológicos. Diferenças entre optometria tradicional e comportamentalAspecto Optometria Tradicional Optometria ComportamentalFoco principal Clareza da visão e prescrição de lentes Comportamento visual e integração neurovisualAbordagem Correção de erros refrativos Observação da função visual como um todoTécnicas utilizadas Lentes corretivas, exames básicos Terapia visual, exercícios, análise funcionalAplicações comuns Miopia, astigmatismo, presbiopia Dificuldades escolares, problemas de leitura, déficit de atenção, traumas neurológicosBenefícios da optometria comportamentalA optometria comportamental pode trazer melhorias significativas em diversas áreas da vida do paciente, especialmente quando há queixas que não se explicam apenas por problemas refrativos. Entre os principais benefícios, destacam-se: Melhoria do desempenho escolar: muitas dificuldades de aprendizagem estão relacionadas a disfunções visuais não diagnosticadas, como má coordenação olho-mão, dificuldades de rastreamento ocular ou foco instável.Aumento da concentração e atenção visual: pacientes com déficit de atenção ou que se distraem facilmente durante atividades visuais podem se beneficiar da reeducação visual.Desenvolvimento da coordenação motora: ao melhorar a integração entre visão e movimento, a terapia visual pode contribuir com o equilíbrio, a orientação espacial e a coordenação global e fina.Reabilitação pós-trauma: em casos de acidentes ou lesões neurológicas, a optometria comportamental pode ser uma aliada na recuperação da função visual.Leia também: Equipamentos de optometria: o que é essencial no seu consultório? Quem pode se beneficiar?A optometria comportamental é indicada para crianças, adolescentes e adultos que apresentam: Dificuldade para ler, copiar ou escrever;Baixo rendimento escolar, mesmo com boa acuidade visual;Queixas de cansaço visual, dores de cabeça e perda de foco;Problemas de atenção ou hiperatividade;Dificuldade em esportes que exigem coordenação e tempo de reação;Histórico de traumatismo craniano ou AVC.Mais do que ver bem, é preciso usar bem a visão. A optometria comportamental oferece uma abordagem mais ampla e personalizada, tratando a visão como uma habilidade que pode ser desenvolvida, aprimorada e reabilitada. Ao considerar o paciente de forma integral, ela contribui significativamente para o bem-estar, a aprendizagem, a produtividade e a qualidade de vida. Se você ou alguém próximo enfrenta dificuldades relacionadas à leitura, concentração ou desempenho visual, procure um optometrista com formação em optometria comportamental e descubra como essa abordagem pode transformar a forma de enxergar — e interagir — com o mundo.

Ofício Circular da ANVISA

Em duas oportunidades consecutivas, nos anos de 2022 e 2023 e a partir de questionamentos do Conselho Regional de Óptica e Optometria de São Paulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária explicitou o alcance e a eficácia imediatas da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal nos Embargos de Declaração da ADPF 131.Destacou a ANVISA: “[…] para que não reste nenhuma dúvida às Vigilâncias Sanitárias locais, informamos que o Supremo Tribunal Federal, em decisão transitada em julgado, de caráter imperativo, válida em todo o território nacional e de eficácia imediata, […] anunciou que as vedações dos Decretos nºs 20.931/32 e 24.492/34 não se aplicam aos profissionais optometristas qualificados por instituição de ensino superior.”As vigilâncias sanitárias locais não podem impedir o livre-exercício profissional dos optometristas de nível superior com base nos Decretos de 1932 e 1934 – qualquer atitude nesse sentido, entre em contato com o CROOSP. Documento para Download: OFÍCIO CIRCULAR DA ANVISA

Portaria CVS 6/2025: regras para estabelecimentos com optometristas

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Publicada em 25 de maio de 2025 pelo Centro de Vigilância Sanitária do estado de São Paulo, a Portaria CVS 6/2025 traz regras para os estabelecimentos que oferecem atendimentos realizados por optometristas de nível superior. A norma entrou em vigor na data de sua publicação. Entenda esta nova portaria. Regras da Portaria CVS 6/2025A Portaria CVS 6/2025 esclarece os requisitos mínimos para o funcionamento de estabelecimentos com atendimento optométrico no estado de São Paulo. A medida reconhece e regulamenta, no âmbito sanitário, a prática do optometrista como profissional da área da saúde, autorizando o exercício da atividade dentro de ambientes próprios, desde que estejam adequadamente regularizados. A portaria detalha os seguintes aspectos: Licenciamento sanitário: o estabelecimento deve ser licenciado pelos serviços da vigilância sanitária competente, conforme já disposto na Portaria CVS 1/24;Profissionais: os optometristas devem ter formação superior com certificado emitido por entidade educacional reconhecida pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC);Comunicação: o estabelecimento deve exibir um cartaz em local visível ao público informando que o atendimento é realizado por profissional não médico com formação em Optometria de nível superior;Estrutura física mínima dos consultórios: sala de exame com dimensões ideais para acomodar adequadamente os equipamentos e o mobiliário, área de recepção, sanitário e pia;Equipamentos: devem ser regularizados pela Anvisa e manter bom funcionamento.Responsabilidades do optometrista com os pacientesSegundo o artigo 6º da Portaria CVS 6/2025, o profissional optometrista deve entregar receita prescrita ao fim do atendimento, sem qualquer tipo de condicionante para a aquisição de outro produto ou outro serviço óptico, além de informar que se trata de um documento de titularidade do paciente. O optometrista também deve manter um registro atualizado dos pacientes em local de fácil acesso. O registro pode ser requisitado durante o da fiscalização sanitária. Objetivos da Portaria CVS 6/2025O objetivo central da portaria é promover a segurança do paciente, a qualidade dos atendimentos optométricos e a conformidade sanitária dos consultórios no estado de São Paulo. Ao estabelecer critérios, a norma fortalece a atuação profissional do optometrista, combatendo práticas irregulares e promovendo maior credibilidade à categoria. Seguir suas diretrizes é essencial para garantir o funcionamento legal do consultório e a integridade do serviço prestado. A não conformidade pode acarretar desde autuações e interdições até sanções administrativas mais graves, além de prejudicar a imagem profissional perante pacientes e órgãos reguladores. Confira o texto completo da Portaria CVS 6/2025 aqui. E continue acompanhando o CROOSP para se manter atualizado no mundo da Optometria.

Março Verde: A Importância da Optometria na Atenção Primária à Saúde Visual

O Março Verde é um movimento de conscientização voltado à prevenção e aos cuidados com a saúde visual. Em 2026, o debate ganha ainda mais relevância ao reforçar o papel da atenção primária à saúde visual como estratégia essencial para reduzir filas, prevenir doenças e ampliar o acesso da população ao cuidado qualificado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual, sendo que quase metade desses casos poderia ter sido evitada ou ainda não foi tratada (World Report on Vision, 2019 – OMS). A prevenção é, portanto, o eixo central de qualquer sistema de saúde eficiente. É nesse cenário que a Optometria se consolida como profissão estratégica. Como o optometrista atua na atenção primária à saúde visual? A atenção primária à saúde visual é o primeiro nível de cuidado. É onde os problemas mais comuns são identificados, corrigidos ou encaminhados quando necessário. Os optometristas são responsáveis pelo atendimento primário da função visual, atuando na prevenção e na triagem de casos que necessitam de avaliação médica . Entre as principais atividades estão: Avaliação da função visual; Identificação e correção de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia); Adaptação de lentes corretivas; Reconhecimento de sinais sugestivos de alterações patológicas para encaminhamento adequado. Na prática clínica, é comum que pacientes procurem atendimento relatando dores de cabeça frequentes, dificuldade de leitura ou queda no rendimento escolar. Em muitos casos, trata-se de uma disfunção visual simples, resolvida com prescrição adequada. Quando há sinais de alterações sistêmicas ou patológicas, o encaminhamento precoce faz toda a diferença no prognóstico. Essa atuação evita agravamentos e contribui para o uso racional dos serviços especializados. A Optometria ajuda a reduzir custos no sistema de saúde? Sim. E esse é um ponto estratégico para 2026. Existe uma grande demanda reprimida no Sistema Único de Saúde que poderia ser resolvida no atendimento primário, reservando consultas médicas para casos mais complexos . Quando a população não encontra acesso à atenção primária qualificada, ocorre: Sobrecarga dos serviços especializados; Aumento do tempo de espera; Agravamento de quadros simples; Crescimento dos custos com tratamentos mais complexos. Um exemplo prático: a presbiopia, condição comum a partir dos 40 anos, pode ser avaliada e compensada na atenção primária. Sem esse acesso, muitos recorrem a soluções inadequadas, como óculos sem avaliação profissional, o que pode gerar desconforto, fadiga e prejuízo funcional. Investir em atenção primária à saúde visual significa investir em prevenção, eficiência e economia de recursos públicos. Qual é o papel social do optometrista em 2026? O papel social da Optometria vai além da prescrição de lentes. Em regiões com baixa cobertura médica especializada, o optometrista frequentemente representa o primeiro – e às vezes o único – profissional de saúde visual acessível à comunidade. Isso impacta diretamente: O desempenho escolar de crianças; A produtividade no trabalho; A segurança no trânsito; A qualidade de vida de idosos. O CROOSP reforça, em sua missão institucional, o compromisso com a excelência profissional e a melhoria da saúde visual da população . A entidade atua na defesa das prerrogativas profissionais e na orientação ética dos seus filiados, promovendo boas práticas e capacitação contínua. Conheça mais sobre a atuação institucional na página Quem Somos.

O que muda com a ADPF 131? Entenda os direitos dos optometristas no Brasil

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 131 (ADPF 131) representa um marco histórico para a profissão de optometrista no Brasil. Após anos de embate judicial, a corte reconheceu o direito ao exercício profissional dos optometristas com formação superior, garantindo mais segurança jurídica e autonomia para a saúde visual da população. O que é a ADPF 131? A ADPF 131 foi ajuizada pela Confederação Brasileia de Óptica e Optometria (CBOO) para questionar artigos dos Decretos 20.931/1932 e 24.492/1934, que limitavam severamente a atuação dos optometristas. Esses dispositivos proibiam, por exemplo, a instalação de consultórios por optometristas e a prescrição de óculos sem receita médica. O STF julgou a ação improcedente, ou seja, declarou que os decretos são compatíveis com a Constituição. No entanto, em embargos de declaração, a Corte modulou os efeitos da decisão, afirmando que as restrições desses decretos não se aplicam a profissionais com formação superior reconhecida pelo Estado. O que muda para os optometristas? A partir da decisão, publicada oficialmente em outubro de 2021, optometristas com diploma de curso superior autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) podem: Atender em consultórios próprios; Realizar exames para avaliação da função visual; Prescrever órteses e próteses (como óculos e lentes de contato) Atuar conforme descrito na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO nº 3223). Por que isso é importante para a saúde visual? A decisão do STF é um passo importante para ampliar o acesso aos cuidados primários em saúde visual. Em um país com longas filas para atendimento especializado e milhões de brasileiros sem acesso a exames básicos de visão, o optometrista qualificado se torna uma peça chave na prevenção da cegueira evitável e na promoção da qualidade de vida. A optometria atua diretamente nos casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, além de identificar sinais de condições patológicas que devem ser encaminhadas ao oftalmologista. E a vigilância sanitária? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu duas notas técnicas (2022 e 2023) orientando as vigilâncias estaduais e municipais sobre a legalidade da atuação dos optometristas com formação superior. Segundo a Anvisa, impedir a atuação desses profissionais pode configurar abuso de autoridade. Ainda falta a regulamentação da profissão? Sim. Apesar do reconhecimento da legitimidade do exercício profissional, a optometria ainda não possui uma lei federal específica que regulamente a profissão. Tramita no Congresso o Projeto de Lei 369/2011, que define as atribuições e a formação necessária para o exercício da optometria. Enquanto isso, a decisão da ADPF 131 e os pareceres da Anvisa garantem respaldo jurídico para o trabalho dos optometristas com diploma superior. Conclusão: mais segurança e autonomia Com a ADPF 131, o STF garantiu que os optometristas de formação superior tenham liberdade para exercer suas funções dentro dos limites legais e acadêmicos. É um reconhecimento da importância da optometria na promoção da saúde visual e um incentivo para que mais profissionais invistam na sua qualificação. Importante lembrar que em razão deste contexto surgiu a Portaria CVS 6/2025, para saber mais clique no link para ler na íntegra a respeito da portaria.

Os olhos e o fármaco

Você sabia que alguns medicamentos podem causar efeitos silenciosos na visão? Mudanças visuais nem sempre aparecem de imediato e, por isso, a atenção preventiva é essencial. A seguir, compartilhamos um texto completo do Prof. Marcelo Santana sobre a relação entre fármacos e saúde ocular – um tema importante para pacientes e profissionais da optometria: Os olhos e o fármaco Vivemos numa era em que o uso de medicamentos tornou-se cada vez mais disseminado – não apenas para tratar doenças, mas também como recurso rápido para dores, estética, bem-estar e para lidar com o estresse cotidiano. Uso indiscriminado de medicamentos pode afetar a saúde ocular. Efeitos adversos podem surgir silenciosamente, sem sintomas visíveis. Profissionais de saúde visual devem questionar pacientes sobre uso de fármacos. Porém, esse consumo massivo, muitas vezes desorientado e sem a devida orientação especializada, traz consigo riscos pouco percebidos: efeitos adversos que incidem diretamente sobre a visão e a saúde ocular. Embora a prática de prescrição seja apenas pelo médico e uso de fármacos seja essencial para o controle de diversas doenças (portanto, cabe ao médico o manejo), o olho frequentemente recebe pouca atenção nesse contexto – como se tivesse uma “blind spot” nos roteiros terapêuticos. Isso é particularmente grave, porque os efeitos adversos podem surgir de forma silenciosa, sem sintomas visíveis, tornando-se um problema de saúde pública que merece a vigilância de todos os profissionais de saúde visual. Portanto, é fundamental que ópticos e optometristas perguntem aos seus pacientes sobre o uso de medicamentos – se estes foram prescritos por médico caso contrário, orientar que busquem avaliação médica para esse fim. Quando houver indicação de uso de fármacos, vale a pena verificar a bula ou o rótulo em busca de possíveis efeitos colaterais visuais ou oculares, e aconselhar o paciente a comunicá-los ao seu médico. Essa postura não só facilita a identificação de reações adversas, mas também evita que a adaptação a uma nova prescrição ou a novos óculos seja frustrada. Além disso, em certos casos, pode ser prudente encaminhar o paciente a um oftalmologista, como medida preventiva para preservar a saúde ocular. Enviarei um trecho da minha dissertação do mestrado sobre possíveis alterações visuais e oculares por uso de fármaco: “O uso de medicamentos tem se tornado cada vez mais comum na sociedade, impulsionado pelo progresso tecnológico da indústria farmacêutica, pela ampla divulgação dos benefícios dos remédios e pela facilidade de acesso a esses produtos. Esse cenário tem levado ao uso indiscriminado de fármacos. Em busca de soluções rápidas para dores, tratamentos, prolongamento da vida ou até mesmo por motivos estéticos, muitas pessoas recorrem a esses medicamentos de forma inadequada, configurando um grave problema de saúde pública (SOUZA et al, 2018 MADEIRA et al, 2020). A pandemia da COVID-19 agravou essa situação, aumentando em mais de 6% a prevalência de problemas de saúde mental e, consequentemente, o consumo de fármacos sem o devido acompanhamento profissional. A falta de orientação especializada, somada à negligência na consulta à bula e ao rótulo dos medicamentos, compromete o conhecimento sobre seus possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas, elevando os riscos à saúde visual e ocular (CONSTABLE, et al.,2023 SABHERWAL et al.,2023). Como o uso de fármacos é amplamente disseminado, os efeitos colaterais podem ocorrer mesmo quando esses medicamentos são utilizados no tratamento de diversas condições patológicas, sejam elas crônicas ou agudas. Apesar de sua importância para inúmeros tratamentos, os medicamentos podem causar efeitos adversos que comprometem tanto a saúde ocular – relacionada à estrutura do olho – quanto a saúde visual, que envolve a captação da luz e o envio de informações ao córtex cerebral, um aspecto frequentemente negligenciado por pacientes e até por profissionais da saúde (SOUZA et al., 2018 MADEIRA et al., 2020 CONSTABLE et al., 2023 SABHERWAL et al., 2023). O comprometimento da visão pode ser temporário, leve ou irreversível, afetando a qualidade de vida do paciente. Medicamentos como corticosteroides, anticolinérgicos, quimioterápicos ou de uso habitual, como os destinados ao tratamento da hipertensão e do diabetes, podem não apresentar sintomas visuais imediatos, mas ainda assim afetar a saúde ocular, causando condições como catarata, glaucoma, degeneração macular e maculopatias. Isso dificulta o início do tratamento. Mais de 40% dos pacientes que utilizam medicamentos para doenças sistêmicas graves são afetados por efeitos colaterais significativos (SABHERWAL et al., 2023 TORRES et al., 2024). Um dos grandes desafios na deteção de efeitos colaterais oculares e/ou visuais relacionados ao uso de fármacos é o fato de muitas patologias, como a catarata e o glaucoma de ângulo aberto, não apresentarem sintomas iniciais, o que impede sua identificação precoce. Essa deteção inicial é essencial para prevenir danos irreversíveis. Além disso, mesmo com o acesso às bulas e rótulos, muitos pacientes não procuram informações sobre os efeitos colaterais e, por isso, não associam os sintomas ao uso do medicamento (SMITH et al., 2019). Entre os principais aspectos da toxicidade ocular, destaca-se o fato de que muitas manifestações medicamentosas são reversíveis se detetadas precocemente. A toxicidade pode afetar diferentes estruturas oculares, como a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos…(SOMISETTY et al., 2023). A toxicidade depende da dose do medicamento, da interação medicamentosa (polifarmácia) e da presença de comorbidades, que podem tornar o paciente mais suscetível. O mecanismo de toxicidade pode ocorrer por interferência nos processos celulares (como a absorção de glutamato ou a formação de complexos lipídicos), ou ainda por mecanismos imunológicos ou metabólicos (SOMISETTY et al., 2023). Com o aumento da prevalência de distúrbios de saúde mental, também cresceu o uso de fármacos psiquiátricos para tratar ansiedade, depressão e estresse. Medicamentos como antidepressivos tricíclicos (com efeitos colaterais como midríase pupilar, visão turva e risco de glaucoma de ângulo fechado), inibidores seletivos da recaptação de serotonina (associados a olho seco e catarata) e benzodiazepínicos (ligados ao desenvolvimento de glaucoma) estão entre os mais utilizados. O uso prolongado desses medicamentos pode provocar outras alterações oculares, como redução na produção de lágrimas, dilatação pupilar, diminuição da sensibilidade da córnea e aumento do risco de catarata (CONSTABLE et al., 2023).” Em resumo, o texto destaca que nós, profissionais

Regulamentação da Optometria: CROOSP e profissionais se mobilizam em Brasília por reconhecimento

Ato Nacional reúne optometristas em Brasília pela regulamentação da optometria. Mais de 400 profissionais participaram, em 5 de novembro, do Ato Nacional pela Optometria, realizado no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. A mobilização teve como principal pauta a regulamentação da optometria no Brasil e contou com o apoio de entidades como o CROOSP (Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo), CBOO e conselhos regionais de todo o país.  O movimento integra a campanha #OptometriaUnida, que busca dar visibilidade à profissão, garantir segurança jurídica para os profissionais e ampliar o acesso à saúde visual da população. 📺 Assista ao evento completo no canal da Câmara dos Deputados 👁️ Por que a regulamentação da optometria é urgente? A regulamentação da optometria é uma demanda histórica da categoria. Mesmo sendo respaldada por decisões do Supremo Tribunal Federal (como a ADPF 131) e por notas técnicas da Anvisa (2022 e 2023), a profissão ainda enfrenta entraves legais e resistência institucional em diversas regiões do Brasil. No ato, parlamentares ouviram representantes da classe e reforçaram a importância de inserir os optometristas na atenção primária da saúde visual, inclusive no SUS, como já ocorre em diversos países. 🌎 Apoio internacional e legado de Marcelo O evento contou com participação virtual da presidente do World Council of Optometry (WCO), Dra. Sandra Block, que destacou a necessidade de o Brasil ampliar o atendimento visual por meio da inclusão dos optometristas em políticas públicas. A mobilização também homenageou o optometrista Marcelo de Souza Nogueira, morto em outubro em São Paulo. Marcelo era reconhecido pelo trabalho comunitário e pela luta pela regulamentação da optometria como profissão essencial à saúde pública. Seu legado foi lembrado por colegas, familiares e representantes de conselhos de todo o país. “Seguimos por Marcelo, pela optometria e por todos os brasileiros que precisam enxergar melhor.” 📬 Quer acompanhar os próximos passos da campanha pela regulamentação da optometria? Inscreva-se na newsletter do CROOSP e fique por dentro das ações institucionais em defesa da profissão. 👉 INSCREVA-SE AQUI E RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS