Você está enxergando bem ou só se acostumou a enxergar mal?

Muitas vezes, a perda da qualidade visual não acontece de forma abrupta. Ela é silenciosa e gradual. O nosso cérebro, em uma tentativa de nos manter funcionais, utiliza mecanismos de compensação que nos fazem acreditar que está tudo bem, quando, na verdade, estamos forçando o sistema visual além do seu limite. Neste artigo, vamos entender como o cérebro “disfarça” problemas de visão e por que a atenção primária à saúde visual é a sua melhor aliada para manter a qualidade de vida. O fenômeno da adaptação cerebral Você já se pegou apertando os olhos para ler uma placa ou aumentando o brilho do celular com frequência? Esses pequenos gestos são sinais de que sua visão pode estar falhando, mas seu cérebro está tentando “corrigir” o borrão. A chamada neuroadaptação permite que convivamos com uma visão imperfeita por meses ou até anos. No entanto, essa compensação tem um preço: Confira outros conteúdos, como “Avaliação visual vai além de medir grau: o que acontece na consulta optométrica?” em nosso Blog! O papel da Optometria na Atenção Primária Muitas pessoas acreditam que só devem procurar um profissional quando a visão “falha” de vez. Contudo, a prevenção é o eixo central de um sistema de saúde eficiente. É aqui que entra a atenção primária à saúde visual, o primeiro nível de cuidado onde o optometrista atua de forma estratégica. O optometrista é o profissional qualificado para identificar e corrigir problemas comuns, garantindo que você não precise “se acostumar” com uma visão ruim. Entre suas principais atribuições estão: A Importância da Avaliação Profissional Especializada A consulta com um optometrista capacitado é o passo essencial para romper o ciclo de adaptação prejudicial do cérebro. Este profissional identifica como falhas visuais imperceptíveis impactam sua rotina, prevenindo que condições simples se transformem em agravamentos graves e custosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade das deficiências visuais no mundo poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. A atuação do optometrista na atenção primária garante benefícios reais para o seu dia a dia: O compromisso do CROOSP é assegurar que a população tenha acesso a esse cuidado qualificado, promovendo a prevenção como o melhor caminho para uma vida com máxima nitidez. Conclusão: Não ignore os sinais Se você sente cansaço ao final do dia, irritabilidade ao ler ou percebe que sua visão não é mais a mesma, não espere o problema se agravar. A prevenção é o caminho mais curto para a economia de recursos e, acima de tudo, para a sua qualidade de vida. O CROOSP reafirma o compromisso com a excelência profissional e convida você a valorizar sua saúde visual. Consultar um optometrista regularmente é garantir que seu cérebro não precise trabalhar dobrado para ver o que há de melhor na vida.
Março Verde: A Importância da Optometria na Atenção Primária à Saúde Visual
O Março Verde é um movimento de conscientização voltado à prevenção e aos cuidados com a saúde visual. Em 2026, o debate ganha ainda mais relevância ao reforçar o papel da atenção primária à saúde visual como estratégia essencial para reduzir filas, prevenir doenças e ampliar o acesso da população ao cuidado qualificado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual, sendo que quase metade desses casos poderia ter sido evitada ou ainda não foi tratada (World Report on Vision, 2019 – OMS). A prevenção é, portanto, o eixo central de qualquer sistema de saúde eficiente. É nesse cenário que a Optometria se consolida como profissão estratégica. Como o optometrista atua na atenção primária à saúde visual? A atenção primária à saúde visual é o primeiro nível de cuidado. É onde os problemas mais comuns são identificados, corrigidos ou encaminhados quando necessário. Os optometristas são responsáveis pelo atendimento primário da função visual, atuando na prevenção e na triagem de casos que necessitam de avaliação médica . Entre as principais atividades estão: Avaliação da função visual; Identificação e correção de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia); Adaptação de lentes corretivas; Reconhecimento de sinais sugestivos de alterações patológicas para encaminhamento adequado. Na prática clínica, é comum que pacientes procurem atendimento relatando dores de cabeça frequentes, dificuldade de leitura ou queda no rendimento escolar. Em muitos casos, trata-se de uma disfunção visual simples, resolvida com prescrição adequada. Quando há sinais de alterações sistêmicas ou patológicas, o encaminhamento precoce faz toda a diferença no prognóstico. Essa atuação evita agravamentos e contribui para o uso racional dos serviços especializados. A Optometria ajuda a reduzir custos no sistema de saúde? Sim. E esse é um ponto estratégico para 2026. Existe uma grande demanda reprimida no Sistema Único de Saúde que poderia ser resolvida no atendimento primário, reservando consultas médicas para casos mais complexos . Quando a população não encontra acesso à atenção primária qualificada, ocorre: Sobrecarga dos serviços especializados; Aumento do tempo de espera; Agravamento de quadros simples; Crescimento dos custos com tratamentos mais complexos. Um exemplo prático: a presbiopia, condição comum a partir dos 40 anos, pode ser avaliada e compensada na atenção primária. Sem esse acesso, muitos recorrem a soluções inadequadas, como óculos sem avaliação profissional, o que pode gerar desconforto, fadiga e prejuízo funcional. Investir em atenção primária à saúde visual significa investir em prevenção, eficiência e economia de recursos públicos. Qual é o papel social do optometrista em 2026? O papel social da Optometria vai além da prescrição de lentes. Em regiões com baixa cobertura médica especializada, o optometrista frequentemente representa o primeiro – e às vezes o único – profissional de saúde visual acessível à comunidade. Isso impacta diretamente: O desempenho escolar de crianças; A produtividade no trabalho; A segurança no trânsito; A qualidade de vida de idosos. O CROOSP reforça, em sua missão institucional, o compromisso com a excelência profissional e a melhoria da saúde visual da população . A entidade atua na defesa das prerrogativas profissionais e na orientação ética dos seus filiados, promovendo boas práticas e capacitação contínua. Conheça mais sobre a atuação institucional na página Quem Somos.
Os olhos e o fármaco
Você sabia que alguns medicamentos podem causar efeitos silenciosos na visão? Mudanças visuais nem sempre aparecem de imediato e, por isso, a atenção preventiva é essencial. A seguir, compartilhamos um texto completo do Prof. Marcelo Santana sobre a relação entre fármacos e saúde ocular – um tema importante para pacientes e profissionais da optometria: Os olhos e o fármaco Vivemos numa era em que o uso de medicamentos tornou-se cada vez mais disseminado – não apenas para tratar doenças, mas também como recurso rápido para dores, estética, bem-estar e para lidar com o estresse cotidiano. Uso indiscriminado de medicamentos pode afetar a saúde ocular. Efeitos adversos podem surgir silenciosamente, sem sintomas visíveis. Profissionais de saúde visual devem questionar pacientes sobre uso de fármacos. Porém, esse consumo massivo, muitas vezes desorientado e sem a devida orientação especializada, traz consigo riscos pouco percebidos: efeitos adversos que incidem diretamente sobre a visão e a saúde ocular. Embora a prática de prescrição seja apenas pelo médico e uso de fármacos seja essencial para o controle de diversas doenças (portanto, cabe ao médico o manejo), o olho frequentemente recebe pouca atenção nesse contexto – como se tivesse uma “blind spot” nos roteiros terapêuticos. Isso é particularmente grave, porque os efeitos adversos podem surgir de forma silenciosa, sem sintomas visíveis, tornando-se um problema de saúde pública que merece a vigilância de todos os profissionais de saúde visual. Portanto, é fundamental que ópticos e optometristas perguntem aos seus pacientes sobre o uso de medicamentos – se estes foram prescritos por médico caso contrário, orientar que busquem avaliação médica para esse fim. Quando houver indicação de uso de fármacos, vale a pena verificar a bula ou o rótulo em busca de possíveis efeitos colaterais visuais ou oculares, e aconselhar o paciente a comunicá-los ao seu médico. Essa postura não só facilita a identificação de reações adversas, mas também evita que a adaptação a uma nova prescrição ou a novos óculos seja frustrada. Além disso, em certos casos, pode ser prudente encaminhar o paciente a um oftalmologista, como medida preventiva para preservar a saúde ocular. Enviarei um trecho da minha dissertação do mestrado sobre possíveis alterações visuais e oculares por uso de fármaco: “O uso de medicamentos tem se tornado cada vez mais comum na sociedade, impulsionado pelo progresso tecnológico da indústria farmacêutica, pela ampla divulgação dos benefícios dos remédios e pela facilidade de acesso a esses produtos. Esse cenário tem levado ao uso indiscriminado de fármacos. Em busca de soluções rápidas para dores, tratamentos, prolongamento da vida ou até mesmo por motivos estéticos, muitas pessoas recorrem a esses medicamentos de forma inadequada, configurando um grave problema de saúde pública (SOUZA et al, 2018 MADEIRA et al, 2020). A pandemia da COVID-19 agravou essa situação, aumentando em mais de 6% a prevalência de problemas de saúde mental e, consequentemente, o consumo de fármacos sem o devido acompanhamento profissional. A falta de orientação especializada, somada à negligência na consulta à bula e ao rótulo dos medicamentos, compromete o conhecimento sobre seus possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas, elevando os riscos à saúde visual e ocular (CONSTABLE, et al.,2023 SABHERWAL et al.,2023). Como o uso de fármacos é amplamente disseminado, os efeitos colaterais podem ocorrer mesmo quando esses medicamentos são utilizados no tratamento de diversas condições patológicas, sejam elas crônicas ou agudas. Apesar de sua importância para inúmeros tratamentos, os medicamentos podem causar efeitos adversos que comprometem tanto a saúde ocular – relacionada à estrutura do olho – quanto a saúde visual, que envolve a captação da luz e o envio de informações ao córtex cerebral, um aspecto frequentemente negligenciado por pacientes e até por profissionais da saúde (SOUZA et al., 2018 MADEIRA et al., 2020 CONSTABLE et al., 2023 SABHERWAL et al., 2023). O comprometimento da visão pode ser temporário, leve ou irreversível, afetando a qualidade de vida do paciente. Medicamentos como corticosteroides, anticolinérgicos, quimioterápicos ou de uso habitual, como os destinados ao tratamento da hipertensão e do diabetes, podem não apresentar sintomas visuais imediatos, mas ainda assim afetar a saúde ocular, causando condições como catarata, glaucoma, degeneração macular e maculopatias. Isso dificulta o início do tratamento. Mais de 40% dos pacientes que utilizam medicamentos para doenças sistêmicas graves são afetados por efeitos colaterais significativos (SABHERWAL et al., 2023 TORRES et al., 2024). Um dos grandes desafios na deteção de efeitos colaterais oculares e/ou visuais relacionados ao uso de fármacos é o fato de muitas patologias, como a catarata e o glaucoma de ângulo aberto, não apresentarem sintomas iniciais, o que impede sua identificação precoce. Essa deteção inicial é essencial para prevenir danos irreversíveis. Além disso, mesmo com o acesso às bulas e rótulos, muitos pacientes não procuram informações sobre os efeitos colaterais e, por isso, não associam os sintomas ao uso do medicamento (SMITH et al., 2019). Entre os principais aspectos da toxicidade ocular, destaca-se o fato de que muitas manifestações medicamentosas são reversíveis se detetadas precocemente. A toxicidade pode afetar diferentes estruturas oculares, como a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos…(SOMISETTY et al., 2023). A toxicidade depende da dose do medicamento, da interação medicamentosa (polifarmácia) e da presença de comorbidades, que podem tornar o paciente mais suscetível. O mecanismo de toxicidade pode ocorrer por interferência nos processos celulares (como a absorção de glutamato ou a formação de complexos lipídicos), ou ainda por mecanismos imunológicos ou metabólicos (SOMISETTY et al., 2023). Com o aumento da prevalência de distúrbios de saúde mental, também cresceu o uso de fármacos psiquiátricos para tratar ansiedade, depressão e estresse. Medicamentos como antidepressivos tricíclicos (com efeitos colaterais como midríase pupilar, visão turva e risco de glaucoma de ângulo fechado), inibidores seletivos da recaptação de serotonina (associados a olho seco e catarata) e benzodiazepínicos (ligados ao desenvolvimento de glaucoma) estão entre os mais utilizados. O uso prolongado desses medicamentos pode provocar outras alterações oculares, como redução na produção de lágrimas, dilatação pupilar, diminuição da sensibilidade da córnea e aumento do risco de catarata (CONSTABLE et al., 2023).” Em resumo, o texto destaca que nós, profissionais
#OptometriaUnida: Profissionais se mobilizam por reconhecimento e respeito à saúde visual
A optometria tem ganhado voz no Brasil – e agora, também força. A campanha nacional #OptometriaUnida marca um momento histórico para a categoria. Lançada em parceria entre conselhos regionais de óptica e optometria de todo o país, a mobilização quer dar visibilidade à atuação dos optometristas e garantir respeito à sua atuação legal, técnica e ética no cuidado primário da saúde visual da população. A movimentação acontece em meio à repercussão do trágico assassinato do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, em Itapetininga (SP), no fim de outubro. Marcelo era conhecido por seu compromisso com a profissão e pela atuação firme na defesa da optometria como ciência autônoma. Sua morte foi um duro golpe para a categoria, mas também um chamado à união. “Do luto à luta”: é com esse espírito que nasce a #OptometriaUnida. 👁️ O que faz um optometrista? O optometrista é o profissional formado para atuar na avaliação da função visual de forma não invasiva. Ele realiza exames, identifica erros de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), prescreve óculos e lentes de contato, e encaminha casos suspeitos de doenças oftalmológicas para atendimento médico especializado. Em países como Reino Unido, Canadá, EUA e Colômbia, a optometria já integra os sistemas públicos de saúde, com resultados comprovados no acesso visual, economia pública e prevenção de agravos. 📣 Por que a campanha #OptometriaUnida? Além de homenagear Marcelo Nogueira, a campanha: Combate a desinformação e o preconceito institucional; Reivindica o respeito à categoria e o direito de exercer a profissão com segurança jurídica e dignidade. Lança luz sobre a importância da profissão para o SUS; Reforça que optometristas são formados em curso superior e têm respaldo legal para atuar; ⚖️ O que diz a legislação? A atuação dos optometristas de nível superior foi reconhecida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que ao julgar a ADPF 131, reconheceu a legalidade na prescrição de óculos e lentes de contato por estes profissionais. A Anvisa, por sua vez, reforçou esse entendimento em duas Notas Técnicas: “A decisão do STF tem caráter imperativo, válida em todo o território nacional, com eficácia imediata, e as vedações dos decretos não se aplicam aos profissionais optometristas qualificados por instituição de ensino superior” Leia os documentos da ANVISA clicando aqui 📅 Ato em Brasília – 5 de novembro Como parte da mobilização, está sendo organizado um Ato Nacional em Brasília, no dia 5 de novembro, com a presença de profissionais de diferentes regiões. A ação reforça o pedido por: Reconhecimento e visibilidade; Respeito institucional; Abertura de diálogo com autoridades públicas; Inclusão plena da optometria nas políticas públicas de saúde visual. 💬 Como participar? 📲 Use a hashtag #OptometriaUnida 🎥 Grave um vídeo dizendo: “Eu sou optometrista. Eu cuido da visão. Mereço respeito.” 📣 Compartilhe conteúdos e convide colegas de outras áreas para conhecer e apoiar a profissão ✉️ Receba notícias da campanha Inscreva-se em nossa newsletter e acompanhe tudo sobre a mobilização da optometria no Brasil. 👉 INSCREVA-SE CLICANDO AQUI O Brasil precisa enxergar a optometria como parte da solução – não do problema A categoria está unida, preparada e juridicamente respaldada para contribuir com a saúde visual de milhões de brasileiros. #OptometriaUnida é mais que um lema. É um movimento por justiça, visibilidade e respeito.
Quais são os erros de refração ocular?
Os erros de refração ocular são alterações visuais que ocorrem quando a luz que entra no olho não é corretamente focalizada na retina. Esse processo, chamado de refração ocular, envolve a curvatura da córnea e do cristalino, estruturas responsáveis por direcionar os raios de luz. Quando há desequilíbrio nesse sistema, surgem disfunções visuais como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Saber o que é refração ocular ajuda a entender por que essas alterações impactam tanto a nitidez da visão. Felizmente, há formas eficazes de corrigir esses problemas, como o uso de lentes corretivas, que devolvem a clareza visual e melhoram a qualidade de vida. Quais são os principais erros de refração? Existem quatro tipos mais comuns de erros de refração ocular: 1. Miopia A miopia é caracterizada pela dificuldade em enxergar objetos distantes. Isso ocorre quando o globo ocular é mais longo do que o normal ou a curvatura da córnea é muito acentuada, fazendo com que a imagem se forme antes da retina. Algumas soluções para miopia: óculos com lentes divergentes e lentes de contato. 2. Hipermetropia A hipermetropia é o oposto da miopia: a pessoa vê bem de longe, mas tem dificuldade para ver de perto. A imagem se forma atrás da retina, geralmente porque o globo ocular é mais curto ou a córnea é pouco curva. Algumas soluções para hipermetropia: óculos com lentes convergentes e lentes de contato. 3. Astigmatismo O astigmatismo ocorre quando a córnea tem uma curvatura irregular, fazendo com que a luz se disperse em diferentes pontos da retina. O resultado é uma visão distorcida ou embaçada, tanto de perto quanto de longe. Algumas soluções para astigmatismo: óculos com lentes cilíndricas e lentes de contato tóricas. 4. Presbiopia Também conhecida como “vista cansada”, a presbiopia é um erro de refração associado ao envelhecimento natural do sistema acomodativo principalmente do cristalino. A dificuldade aparece na leitura ou visualização de objetos próximos, geralmente após os 40 anos. Algumas soluções para presbiopia: óculos para perto, lentes multifocais, bifocais e alguns tipos de lentes de contato. Como identificar e tratar os erros de refração? O diagnóstico dos erros de refração é feito por meio de um exame optométrico completo. Entre os principais procedimentos estão: Exame de acuidade visual (com tabela de Snellen); Exame de retinoscopia; Teste de refração com uso de caixa de prova ou refrator; Exames complementares, como ceratometria, se necessário. Após a identificação, o profissional optometrista pode prescrever lentes corretivas (óculos ou lentes de contato). Importante: a prescrição correta das lentes é fundamental para garantir conforto visual, evitar dores de cabeça e melhorar o desempenho em atividades do dia a dia. Qual o papel da optometria na correção visual? O optometrista é o profissional habilitado para identificar erros de refração e indicar a melhor solução para cada caso, seja com lentes corretivas, exercícios visuais ou até encaminhamento médico, quando necessário. Seu trabalho é essencial na promoção da saúde visual da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atendimento optométrico primário pode resolver até 80% das queixas visuais da população. Por isso, é fundamental contar com profissionais capacitados e atuantes em todo o território nacional. Quando procurar ajuda? Alguns sinais de que é hora de procurar um optometrista: Visão embaçada ou desfocada; Dificuldade para ler de perto ou ver de longe; Dor de cabeça frequente; Fadiga ocular; Necessidade de apertar os olhos para enxergar. Cuide da sua visão com atenção e regularidade. Consultas periódicas podem prevenir complicações e garantir uma vida com mais nitidez.
Saúde visual: quais são os exames do check-up preventivo?
Cuidar da saúde visual é essencial em todas as fases da vida. Muitas condições oculares se desenvolvem de forma silenciosa e, quando não percebidas precocemente, podem comprometer a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades cotidianas. Por isso, os cuidados com a saúde visual devem incluir visitas regulares ao optometrista para a realização de exames preventivos. O papel do optometrista na prevenção de problemas visuais O optometrista é o profissional de saúde responsável por avaliar, identificar e acompanhar condições relacionadas à função visual e à saúde dos olhos. Seu trabalho ajuda na detecção precoce de problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, olhos secos, entre outros. Diferente do oftalmologista, que também atua em intervenções cirúrgicas e tratamentos de doenças oculares, o optometrista é especializado na análise funcional da visão e no acompanhamento contínuo dos pacientes. Ele pode prescrever óculos, lentes de contato e indicar terapias visuais, além de encaminhar o paciente a outros profissionais quando necessário. Por que fazer exames visuais regularmente? Os check-ups visuais são importantes para identificar alterações na visão que, algumas vezes, o paciente ainda nem percebeu seus sintomas. Eles são recomendados para pessoas de todas as idades, visto que: Crianças muitas vezes não conseguem expressar dificuldades visuais, necessitando de um optometrista para o reconhecimento de problemas. Idosos formam um grupo mais suscetível à vista cansada (presbiopia) e a doenças oculares, como catarata e degeneração macular. Adultos que fazem uso de óculos e lentes de contato devem periodicamente verificar se houve alteração no grau das lentes. Ademais, diversas doenças sistêmicas, como hipertensão e diabetes, podem se manifestar por sinais nos olhos. Com a realização regular de exames visuais, o optometrista pode ajudar no reconhecimento precoce de condições que vão além da visão e assim fazer o encaminhamento rapidamente. Principais exames realizados pelo optometrista No consultório do optometrista, é possível realizar uma série de exames fundamentais para os cuidados com a saúde visual. Entre os mais comuns, estão: Avaliação externa Observa a região externa dos olhos, as pálpebras e os canais lacrimais para identificar se há inchaço, vermelhidão ou anomalias. Avaliação interna Por meio do exame de oftalmoscopia (fundoscopia), é possível verificar todos os meios refringentes e estruturas internas, a partir da córnea até a retina, verificando assim sinais de alterações, como opacidades. Teste de acuidade visual ou teste de Snellen Realizado com a Tabela de Snellen, avalia a nitidez da visão, verificando se o paciente consegue enxergar com clareza a diferentes distâncias. É a base para a prescrição de óculos ou lentes corretivas. Exame de refração Utilizando diferentes lentes, identifica problemas de refração ocular (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia) e determina o grau de correção necessário para melhorar a visão. Teste de daltonismo Verifica a capacidade do paciente de diferenciar cores, sendo essencial para o descobrimento do daltonismo e outras alterações relacionadas. Exame de motilidade ocular Avalia os movimentos dos olhos e a coordenação entre eles. Pode identificar problemas como estrabismo e dificuldade de foco. Avaliação do campo visual Detecta áreas de perda de visão periférica. Pode indicar condições neurológicas e doenças, incluindo o glaucoma em estágios iniciais e lesões no nervo óptico. Ceratometria Mede a curvatura da córnea, sendo importante na prescrição de lentes de contato. Também detecta alterações e degenerações na curvatura da córnea, incluindo o ceratocone. Teste de sensibilidade ao contraste Analisa a capacidade dos olhos de perceber detalhes em diferentes níveis de luminosidade. É indicado para pessoas que, por exemplo, precisam dirigir à noite. Saúde visual é qualidade de vida! Saúde visual é garantia de bem-estar, bom desempenho escolar e profissional, segurança no trânsito e nas tarefas cotidianas. A atuação do optometrista proporciona a detecção precoce e o acompanhamento de alterações que, se não tratadas, podem evoluir para quadros mais graves. Manter os check-ups preventivos em dia é uma atitude de cuidado consigo mesmo e com quem está ao seu redor. Sua visão merece atenção constante. Consulte um optometrista e mantenha seus olhos saudáveis ao longo da vida.
Ministério Público Federal afirma legalidade da atuação dos optometristas no atendimento primário da saúde visual.
Após um longo trajeto de mais de 3 anos entre a construção e aprovação da Lei complementar nº 219, de 26 de Junho de 2019 que legaliza a Optometria no Município de Campinas , o CROO-SP vem sofrendo diversas perseguições por parte da Classe Médica. Uma delas é a Ação Civil Pública nº 5007740-24.2017.4.03.6105 que o CREMESP ajuizou contra o CROO-SP e também nossa Presidente Daniela Iamamoto onde fomos acusados no evento Outubro Brilhante de efetuar atendimento oftalmológico na população e neste dia 24 de Junho de 2019 o Procurador da República AUREO MARCUS MAKIYAMA LOPES publica seu parecer e afirma a legalidade da atuação dos optometristas e a importância do profissional para o aprimoramento do atendimento primário da saúde visual e menciona: “Ante o exposto, opina pela improcedência desta ação”
