Você está enxergando bem ou só se acostumou a enxergar mal?

Muitas vezes, a perda da qualidade visual não acontece de forma abrupta. Ela é silenciosa e gradual. O nosso cérebro, em uma tentativa de nos manter funcionais, utiliza mecanismos de compensação que nos fazem acreditar que está tudo bem, quando, na verdade, estamos forçando o sistema visual além do seu limite. Neste artigo, vamos entender como o cérebro “disfarça” problemas de visão e por que a atenção primária à saúde visual é a sua melhor aliada para manter a qualidade de vida. O fenômeno da adaptação cerebral Você já se pegou apertando os olhos para ler uma placa ou aumentando o brilho do celular com frequência? Esses pequenos gestos são sinais de que sua visão pode estar falhando, mas seu cérebro está tentando “corrigir” o borrão. A chamada neuroadaptação permite que convivamos com uma visão imperfeita por meses ou até anos. No entanto, essa compensação tem um preço: Confira outros conteúdos, como “Avaliação visual vai além de medir grau: o que acontece na consulta optométrica?” em nosso Blog! O papel da Optometria na Atenção Primária Muitas pessoas acreditam que só devem procurar um profissional quando a visão “falha” de vez. Contudo, a prevenção é o eixo central de um sistema de saúde eficiente. É aqui que entra a atenção primária à saúde visual, o primeiro nível de cuidado onde o optometrista atua de forma estratégica. O optometrista é o profissional qualificado para identificar e corrigir problemas comuns, garantindo que você não precise “se acostumar” com uma visão ruim. Entre suas principais atribuições estão: A Importância da Avaliação Profissional Especializada A consulta com um optometrista capacitado é o passo essencial para romper o ciclo de adaptação prejudicial do cérebro. Este profissional identifica como falhas visuais imperceptíveis impactam sua rotina, prevenindo que condições simples se transformem em agravamentos graves e custosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade das deficiências visuais no mundo poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. A atuação do optometrista na atenção primária garante benefícios reais para o seu dia a dia: O compromisso do CROOSP é assegurar que a população tenha acesso a esse cuidado qualificado, promovendo a prevenção como o melhor caminho para uma vida com máxima nitidez. Conclusão: Não ignore os sinais Se você sente cansaço ao final do dia, irritabilidade ao ler ou percebe que sua visão não é mais a mesma, não espere o problema se agravar. A prevenção é o caminho mais curto para a economia de recursos e, acima de tudo, para a sua qualidade de vida. O CROOSP reafirma o compromisso com a excelência profissional e convida você a valorizar sua saúde visual. Consultar um optometrista regularmente é garantir que seu cérebro não precise trabalhar dobrado para ver o que há de melhor na vida.
Março Verde: A Importância da Optometria na Atenção Primária à Saúde Visual
O Março Verde é um movimento de conscientização voltado à prevenção e aos cuidados com a saúde visual. Em 2026, o debate ganha ainda mais relevância ao reforçar o papel da atenção primária à saúde visual como estratégia essencial para reduzir filas, prevenir doenças e ampliar o acesso da população ao cuidado qualificado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual, sendo que quase metade desses casos poderia ter sido evitada ou ainda não foi tratada (World Report on Vision, 2019 – OMS). A prevenção é, portanto, o eixo central de qualquer sistema de saúde eficiente. É nesse cenário que a Optometria se consolida como profissão estratégica. Como o optometrista atua na atenção primária à saúde visual? A atenção primária à saúde visual é o primeiro nível de cuidado. É onde os problemas mais comuns são identificados, corrigidos ou encaminhados quando necessário. Os optometristas são responsáveis pelo atendimento primário da função visual, atuando na prevenção e na triagem de casos que necessitam de avaliação médica . Entre as principais atividades estão: Avaliação da função visual; Identificação e correção de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia); Adaptação de lentes corretivas; Reconhecimento de sinais sugestivos de alterações patológicas para encaminhamento adequado. Na prática clínica, é comum que pacientes procurem atendimento relatando dores de cabeça frequentes, dificuldade de leitura ou queda no rendimento escolar. Em muitos casos, trata-se de uma disfunção visual simples, resolvida com prescrição adequada. Quando há sinais de alterações sistêmicas ou patológicas, o encaminhamento precoce faz toda a diferença no prognóstico. Essa atuação evita agravamentos e contribui para o uso racional dos serviços especializados. A Optometria ajuda a reduzir custos no sistema de saúde? Sim. E esse é um ponto estratégico para 2026. Existe uma grande demanda reprimida no Sistema Único de Saúde que poderia ser resolvida no atendimento primário, reservando consultas médicas para casos mais complexos . Quando a população não encontra acesso à atenção primária qualificada, ocorre: Sobrecarga dos serviços especializados; Aumento do tempo de espera; Agravamento de quadros simples; Crescimento dos custos com tratamentos mais complexos. Um exemplo prático: a presbiopia, condição comum a partir dos 40 anos, pode ser avaliada e compensada na atenção primária. Sem esse acesso, muitos recorrem a soluções inadequadas, como óculos sem avaliação profissional, o que pode gerar desconforto, fadiga e prejuízo funcional. Investir em atenção primária à saúde visual significa investir em prevenção, eficiência e economia de recursos públicos. Qual é o papel social do optometrista em 2026? O papel social da Optometria vai além da prescrição de lentes. Em regiões com baixa cobertura médica especializada, o optometrista frequentemente representa o primeiro – e às vezes o único – profissional de saúde visual acessível à comunidade. Isso impacta diretamente: O desempenho escolar de crianças; A produtividade no trabalho; A segurança no trânsito; A qualidade de vida de idosos. O CROOSP reforça, em sua missão institucional, o compromisso com a excelência profissional e a melhoria da saúde visual da população . A entidade atua na defesa das prerrogativas profissionais e na orientação ética dos seus filiados, promovendo boas práticas e capacitação contínua. Conheça mais sobre a atuação institucional na página Quem Somos.
O que muda com a ADPF 131? Entenda os direitos dos optometristas no Brasil
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 131 (ADPF 131) representa um marco histórico para a profissão de optometrista no Brasil. Após anos de embate judicial, a corte reconheceu o direito ao exercício profissional dos optometristas com formação superior, garantindo mais segurança jurídica e autonomia para a saúde visual da população. O que é a ADPF 131? A ADPF 131 foi ajuizada pela Confederação Brasileia de Óptica e Optometria (CBOO) para questionar artigos dos Decretos 20.931/1932 e 24.492/1934, que limitavam severamente a atuação dos optometristas. Esses dispositivos proibiam, por exemplo, a instalação de consultórios por optometristas e a prescrição de óculos sem receita médica. O STF julgou a ação improcedente, ou seja, declarou que os decretos são compatíveis com a Constituição. No entanto, em embargos de declaração, a Corte modulou os efeitos da decisão, afirmando que as restrições desses decretos não se aplicam a profissionais com formação superior reconhecida pelo Estado. O que muda para os optometristas? A partir da decisão, publicada oficialmente em outubro de 2021, optometristas com diploma de curso superior autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) podem: Atender em consultórios próprios; Realizar exames para avaliação da função visual; Prescrever órteses e próteses (como óculos e lentes de contato) Atuar conforme descrito na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO nº 3223). Por que isso é importante para a saúde visual? A decisão do STF é um passo importante para ampliar o acesso aos cuidados primários em saúde visual. Em um país com longas filas para atendimento especializado e milhões de brasileiros sem acesso a exames básicos de visão, o optometrista qualificado se torna uma peça chave na prevenção da cegueira evitável e na promoção da qualidade de vida. A optometria atua diretamente nos casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, além de identificar sinais de condições patológicas que devem ser encaminhadas ao oftalmologista. E a vigilância sanitária? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu duas notas técnicas (2022 e 2023) orientando as vigilâncias estaduais e municipais sobre a legalidade da atuação dos optometristas com formação superior. Segundo a Anvisa, impedir a atuação desses profissionais pode configurar abuso de autoridade. Ainda falta a regulamentação da profissão? Sim. Apesar do reconhecimento da legitimidade do exercício profissional, a optometria ainda não possui uma lei federal específica que regulamente a profissão. Tramita no Congresso o Projeto de Lei 369/2011, que define as atribuições e a formação necessária para o exercício da optometria. Enquanto isso, a decisão da ADPF 131 e os pareceres da Anvisa garantem respaldo jurídico para o trabalho dos optometristas com diploma superior. Conclusão: mais segurança e autonomia Com a ADPF 131, o STF garantiu que os optometristas de formação superior tenham liberdade para exercer suas funções dentro dos limites legais e acadêmicos. É um reconhecimento da importância da optometria na promoção da saúde visual e um incentivo para que mais profissionais invistam na sua qualificação. Importante lembrar que em razão deste contexto surgiu a Portaria CVS 6/2025, para saber mais clique no link para ler na íntegra a respeito da portaria.
Após tragédia, profissionais pedem respeito e reconhecimento à Optometria
A morte violenta do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, ocorrida no interior de São Paulo, chocou a comunidade da saúde visual e gerou ampla repercussão. Marcelo era um profissional reconhecido por sua ética, cordialidade e, sobretudo, pelo seu engajamento na valorização da Optometria como área essencial da saúde pública. Diante do episódio, o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP) expressou seu luto e indignação por meio de nota oficial (abaixo, na íntegra) e aproveitou o momento para reafirmar o compromisso com a categoria, com a verdade e com o exercício legal da profissão. Para simbolizar essa união e ampliar a visibilidade institucional, foi lançada a hashtag #OptometriaUnida, que será adotada por conselhos regionais e profissionais de todo o Brasil. A campanha reúne conteúdos educativos e mensagens de conscientização sobre o papel da optometria no cuidado da saúde visual. Além disso, o CROOSP participará ativamente do Ato Nacional pela Optometria, marcado para o dia 5 de novembro, em Brasília, reunindo conselhos regionais, representantes e apoiadores da causa. A manifestação é um chamado à sociedade para reconhecer a legitimidade da atuação do profissional optometrista, mas também uma resposta institucional a essa tragédia. O optometrista é formado e legalmente respaldado para atuar na atenção primária à saúde visual, com foco na prevenção e na correção óptica. “A perseguição que Marcelo enfrentou não foi um caso isolado. Muitos optometristas ainda lidam com desinformação, conflitos de interesse e resistência institucional, mesmo amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal. O que pedimos é respeito, regulamentação e segurança para exercer uma profissão que contribui com milhares de brasileiros diariamente”, afirma a direção do CROOSP. 📎 NOTA DE POSICIONAMENTO DO CROOSP NOTA OFICIAL É com profunda tristeza e enorme indignação que o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo manifesta seu pesar, diante da trágica notícia do homicídio do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, crime que, segundo as informações veiculadas, teria sido cometido por um médico oftalmologista. Ao longo dos últimos três anos, nossa entidade prestou irrestrito amparo ao Sr. Marcelo de Souza Nogueira, que, mesmo após o julgamento da ADPF nº 131 pelo Supremo Tribunal Federal, consolidando a competência dos optometristas de nível superior para prescrever óculos e lentes de contato, continuou sendo alvo de perseguições reiteradas, perpetradas por determinados grupos médicos, empenhados em restringir o livre exercício de sua atividade profissional. Foram diversas as denúncias infundadas, formuladas pelo suposto autor do crime, imputando ao optometrista a prática de exercício ilegal da medicina, perante a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Poder Judiciário – todas devidamente refutadas em favor de Marcelo. Inclusive, em razão da insistência persecutória, o CROOSP chegou a notificá-lo formalmente, para que cessasse imediatamente todos os atos de calúnia e difamação contra nosso filiado. Jamais poderíamos imaginar que a intolerância, a ganância e a ignorância pudessem atingir o extremo que agora lamentamos. Tal episódio, embora aparentemente isolado, evidencia, de forma contundente, uma realidade dolorosa: a mentira mata! O fomento deliberado à desinformação e o descumprimento reiterado de decisões da Suprema Corte produzem efeitos concretos e devastadores na vida de cidadãos que apenas buscam exercer, de modo digno e legítimo, sua vocação. A dor e a revolta que nos assolam não deixam margem de dúvidas quanto aos responsáveis morais por tamanha barbárie: entidades representativas de segmentos da oftalmologia que, de modo sistemático, vêm promovendo campanhas de desinformação e hostilidade institucional, incitando a incompreensão sobre os limites de atuação dos optometristas de nível superior. Neste momento, de profundo luto e consternação, o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo expressa suas mais sinceras condolências à família, aos amigos e a toda categoria, reafirmando seu compromisso inabalável com a verdade, a justiça e a dignidade profissional!
Quais são os erros de refração ocular?
Os erros de refração ocular são alterações visuais que ocorrem quando a luz que entra no olho não é corretamente focalizada na retina. Esse processo, chamado de refração ocular, envolve a curvatura da córnea e do cristalino, estruturas responsáveis por direcionar os raios de luz. Quando há desequilíbrio nesse sistema, surgem disfunções visuais como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Saber o que é refração ocular ajuda a entender por que essas alterações impactam tanto a nitidez da visão. Felizmente, há formas eficazes de corrigir esses problemas, como o uso de lentes corretivas, que devolvem a clareza visual e melhoram a qualidade de vida. Quais são os principais erros de refração? Existem quatro tipos mais comuns de erros de refração ocular: 1. Miopia A miopia é caracterizada pela dificuldade em enxergar objetos distantes. Isso ocorre quando o globo ocular é mais longo do que o normal ou a curvatura da córnea é muito acentuada, fazendo com que a imagem se forme antes da retina. Algumas soluções para miopia: óculos com lentes divergentes e lentes de contato. 2. Hipermetropia A hipermetropia é o oposto da miopia: a pessoa vê bem de longe, mas tem dificuldade para ver de perto. A imagem se forma atrás da retina, geralmente porque o globo ocular é mais curto ou a córnea é pouco curva. Algumas soluções para hipermetropia: óculos com lentes convergentes e lentes de contato. 3. Astigmatismo O astigmatismo ocorre quando a córnea tem uma curvatura irregular, fazendo com que a luz se disperse em diferentes pontos da retina. O resultado é uma visão distorcida ou embaçada, tanto de perto quanto de longe. Algumas soluções para astigmatismo: óculos com lentes cilíndricas e lentes de contato tóricas. 4. Presbiopia Também conhecida como “vista cansada”, a presbiopia é um erro de refração associado ao envelhecimento natural do sistema acomodativo principalmente do cristalino. A dificuldade aparece na leitura ou visualização de objetos próximos, geralmente após os 40 anos. Algumas soluções para presbiopia: óculos para perto, lentes multifocais, bifocais e alguns tipos de lentes de contato. Como identificar e tratar os erros de refração? O diagnóstico dos erros de refração é feito por meio de um exame optométrico completo. Entre os principais procedimentos estão: Exame de acuidade visual (com tabela de Snellen); Exame de retinoscopia; Teste de refração com uso de caixa de prova ou refrator; Exames complementares, como ceratometria, se necessário. Após a identificação, o profissional optometrista pode prescrever lentes corretivas (óculos ou lentes de contato). Importante: a prescrição correta das lentes é fundamental para garantir conforto visual, evitar dores de cabeça e melhorar o desempenho em atividades do dia a dia. Qual o papel da optometria na correção visual? O optometrista é o profissional habilitado para identificar erros de refração e indicar a melhor solução para cada caso, seja com lentes corretivas, exercícios visuais ou até encaminhamento médico, quando necessário. Seu trabalho é essencial na promoção da saúde visual da população. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atendimento optométrico primário pode resolver até 80% das queixas visuais da população. Por isso, é fundamental contar com profissionais capacitados e atuantes em todo o território nacional. Quando procurar ajuda? Alguns sinais de que é hora de procurar um optometrista: Visão embaçada ou desfocada; Dificuldade para ler de perto ou ver de longe; Dor de cabeça frequente; Fadiga ocular; Necessidade de apertar os olhos para enxergar. Cuide da sua visão com atenção e regularidade. Consultas periódicas podem prevenir complicações e garantir uma vida com mais nitidez.
O que é optometria comportamental?
A visão é muito mais do que enxergar com nitidez. Ela envolve interpretação, movimento, foco, atenção e integração com outras funções cerebrais. A optometria comportamental parte dessa compreensão mais ampla do sistema visual e propõe uma abordagem que vai além da simples correção óptica. Neste artigo, você vai entender o que é optometria comportamental e como ela se diferencia da optometria tradicional. Entendendo a optometria comportamental A optometria comportamental é uma vertente da optometria que considera a visão como um processo dinâmico e integrado ao comportamento e ao desenvolvimento global do indivíduo. Diferente da optometria tradicional, que foca na acuidade visual e na correção de erros refrativos (como miopia, hipermetropia e astigmatismo), a abordagem comportamental avalia como a pessoa usa a visão no dia a dia, incluindo em atividades como leitura, escrita, coordenação motora, atenção e percepção espacial. Em outras palavras, o profissional que atua com optometria comportamental não apenas analisa se o paciente enxerga bem, mas também como ele processa e utiliza a informação visual. Essa abordagem é especialmente relevante em crianças em idade escolar, pessoas com dificuldades de aprendizagem, atletas de alto desempenho e indivíduos que sofreram traumas neurológicos. Diferenças entre optometria tradicional e comportamental Aspecto Optometria Tradicional Optometria Comportamental Foco principal Clareza da visão e prescrição de lentes Comportamento visual e integração neurovisual Abordagem Correção de erros refrativos Observação da função visual como um todo Técnicas utilizadas Lentes corretivas, exames básicos Terapia visual, exercícios, análise funcional Aplicações comuns Miopia, astigmatismo, presbiopia Dificuldades escolares, problemas de leitura, déficit de atenção, traumas neurológicos Benefícios da optometria comportamental A optometria comportamental pode trazer melhorias significativas em diversas áreas da vida do paciente, especialmente quando há queixas que não se explicam apenas por problemas refrativos. Entre os principais benefícios, destacam-se: Melhoria do desempenho escolar: muitas dificuldades de aprendizagem estão relacionadas a disfunções visuais não diagnosticadas, como má coordenação olho-mão, dificuldades de rastreamento ocular ou foco instável. Aumento da concentração e atenção visual: pacientes com déficit de atenção ou que se distraem facilmente durante atividades visuais podem se beneficiar da reeducação visual. Desenvolvimento da coordenação motora: ao melhorar a integração entre visão e movimento, a terapia visual pode contribuir com o equilíbrio, a orientação espacial e a coordenação global e fina. Reabilitação pós-trauma: em casos de acidentes ou lesões neurológicas, a optometria comportamental pode ser uma aliada na recuperação da função visual. Leia também: Equipamentos de optometria: o que é essencial no seu consultório? Quem pode se beneficiar? A optometria comportamental é indicada para crianças, adolescentes e adultos que apresentam: Dificuldade para ler, copiar ou escrever; Baixo rendimento escolar, mesmo com boa acuidade visual; Queixas de cansaço visual, dores de cabeça e perda de foco; Problemas de atenção ou hiperatividade; Dificuldade em esportes que exigem coordenação e tempo de reação; Histórico de traumatismo craniano ou AVC. Mais do que ver bem, é preciso usar bem a visão. A optometria comportamental oferece uma abordagem mais ampla e personalizada, tratando a visão como uma habilidade que pode ser desenvolvida, aprimorada e reabilitada. Ao considerar o paciente de forma integral, ela contribui significativamente para o bem-estar, a aprendizagem, a produtividade e a qualidade de vida. Se você ou alguém próximo enfrenta dificuldades relacionadas à leitura, concentração ou desempenho visual, procure um optometrista com formação em optometria comportamental e descubra como essa abordagem pode transformar a forma de enxergar — e interagir — com o mundo.
Taubaté sanciona lei que autoriza a vigilância sanitária a pedir alvará para gabinetes optométricos
Primeira reunião dos Optometristas e vereador Nunes Coelho (PR) Mais um motivo para os optometristas comemorarem. Desta vez foi o município de Taubaté que, na quarta-feira, 4, sancionou a lei 5520 de 04 de Dezembro de 2019 que autoriza a Vigilância Sanitária a expedir alvará para gabinetes Optométricos. Desta forma, a atuação profissional fica condicionada a apresentação de documentos e autorização da Vigilância Sanitária para que os optometristas atendam na cidade, beneficiando não só os profissionais, mas também toda a população. “Nós do CROOSP estamos muito felizes com mais esse reconhecimento da legalidade do trabalho do profissional optometrista e esperamos que outras cidades também sigam este exemplo, adotando cada vez mais leis que beneficiem a saúde ocular da população”, declarou a presidente do CROOSP, Daniela Iamamoto. Postado por Assessoria de Imprensa
Croosp participa da Campanha de Saúde Visual “Outubro Brilhante 2019”
Já foram iniciadas as inscrições para voluntários ópticos e optometristas Entramos em outubro, um mês muito especial para os profissionais ópticos e optometristas, pois realizamos o evento solidário de cuidados com a saúde visual: Outubro Brilhante. O evento, que entra em sua 2ª edição, é um projeto de autoria do vereador Fernando Mendes, incluído no calendário oficial do município de Campinas – SP, desde 18 de outubro de 2017. A campanha visa a conscientização da população e a divulgação sobre a importância dos cuidados com a saúde primária da visão. Na primeira edição realizada em 2017 que contou com a participação do Croosp, foram atendidas 1030 pessoas, destas 70% apresentaram algum tipo de dificuldade de visão, 6,5 % foram encaminhadas a médicos especialistas e 15,5% não apresentaram nenhuma necessidade de correção. Neste ano a campanha será realizada nos dias 13 e 27 de outubro. Para os interessados em participar como voluntário, entre em contato com o Croosp: WhatsApp (11) 99430-5624. Outubro Brilhante 2019 Confira os dias e locais dos atendimentos em Campinas: Dia 13 – Domingo – das 8h às 17hs EMEF/EJA Oziel Alves Pereira R. Fauze Selhe, 446 – Jd Monte Cristo Dia 27/20 – das 8h às 17hs Centro de Integração da Cidadania (SIC) R.Odete Teresinha Santucci Otaviano, 2 – Bairro Vida Nova E.E. Professor Carlos Alberto Galhiego Av. John Boyd Dunlop s/n – Jd Santa Clara Postado por Assessoria de Imprensa Croosp
Esclerose Múltipla e os riscos para a Saúde Visual
No dia 30 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. É bastante comum que pessoas com esclerose múltipla tenham problemas oculares. Uma das consequências da EM é a perda de visão, que ocorre quando o nervo óptico que liga o olho ao cérebro fica inflamado. Este processo é chamado neurite óptica. Estima-se que metade das pessoas acometidas com EM terá a doença pelo menos uma vez. Os sintomas da neurite óptica são repentinos e incluem: visão turva, cegueira de um olho por um período determinado, sendo rara esta condição em ambos os olhos ao mesmo tempo. A inflamação pode durar de 4 a 12 semanas. A visão dupla ou diplopia também surge nesta condição, pois o problema ocorre na parte do cérebro que controla os nervos que vão para os músculos que controlam o movimento dos olhos e estes passam a não são funcionar corretamente. O nistagmo, que é o movimento desconcontrolado dos olhos, também pode ocorrer. Os olhos movem-se para cima, para baixo ou de um lado para o outro. Este descontrole pode ser leve ou grave o suficiente para impedir que a pessoa possa enxergar bem. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), estima-se que existam 35 mil brasileiros com esta doença, cuja a causa e a cura ainda são desconhecidas e têm sido foco de muitos estudos no mundo todo. Porém é possível ter qualidade de vida dos pacientes, que geralmente são mulheres jovens na faixa nos 20 a 40 anos. A EM pode apresentar outros sintomas como fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga. A fisioterapia e o auxílio de medicamentos podem suprimir o sistema imunológico e auxiliar no combate aos sintomas, retardando assim a progressão da doença. Para o tratamento da visão é possível realizar a neuroreabilitação visual, capaz de amenizar as complicações visuais da EM. A terapia Visual, reúne diversas técnicas, tais como: Ortóptica, Photo therapy, Neurovisão e Optometria Comportamental. É importante destacar que este procedimento pode ser realizado por um profissional optometrista, capacitado para avaliar a Saúde Primária da Visão. Artigo de Daniela Iamamoto Presidente do CROOSP
Ministério Público Federal afirma legalidade da atuação dos optometristas no atendimento primário da saúde visual.
Após um longo trajeto de mais de 3 anos entre a construção e aprovação da Lei complementar nº 219, de 26 de Junho de 2019 que legaliza a Optometria no Município de Campinas , o CROO-SP vem sofrendo diversas perseguições por parte da Classe Médica. Uma delas é a Ação Civil Pública nº 5007740-24.2017.4.03.6105 que o CREMESP ajuizou contra o CROO-SP e também nossa Presidente Daniela Iamamoto onde fomos acusados no evento Outubro Brilhante de efetuar atendimento oftalmológico na população e neste dia 24 de Junho de 2019 o Procurador da República AUREO MARCUS MAKIYAMA LOPES publica seu parecer e afirma a legalidade da atuação dos optometristas e a importância do profissional para o aprimoramento do atendimento primário da saúde visual e menciona: “Ante o exposto, opina pela improcedência desta ação”
