Regulamentação da Optometria: CROOSP e profissionais se mobilizam em Brasília por reconhecimento
Ato Nacional reúne optometristas em Brasília pela regulamentação da optometria. Mais de 400 profissionais participaram, em 5 de novembro, do Ato Nacional pela Optometria, realizado no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. A mobilização teve como principal pauta a regulamentação da optometria no Brasil e contou com o apoio de entidades como o CROOSP (Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo), CBOO e conselhos regionais de todo o país. O movimento integra a campanha #OptometriaUnida, que busca dar visibilidade à profissão, garantir segurança jurídica para os profissionais e ampliar o acesso à saúde visual da população. 📺 Assista ao evento completo no canal da Câmara dos Deputados 👁️ Por que a regulamentação da optometria é urgente? A regulamentação da optometria é uma demanda histórica da categoria. Mesmo sendo respaldada por decisões do Supremo Tribunal Federal (como a ADPF 131) e por notas técnicas da Anvisa (2022 e 2023), a profissão ainda enfrenta entraves legais e resistência institucional em diversas regiões do Brasil. No ato, parlamentares ouviram representantes da classe e reforçaram a importância de inserir os optometristas na atenção primária da saúde visual, inclusive no SUS, como já ocorre em diversos países. 🌎 Apoio internacional e legado de Marcelo O evento contou com participação virtual da presidente do World Council of Optometry (WCO), Dra. Sandra Block, que destacou a necessidade de o Brasil ampliar o atendimento visual por meio da inclusão dos optometristas em políticas públicas. A mobilização também homenageou o optometrista Marcelo de Souza Nogueira, morto em outubro em São Paulo. Marcelo era reconhecido pelo trabalho comunitário e pela luta pela regulamentação da optometria como profissão essencial à saúde pública. Seu legado foi lembrado por colegas, familiares e representantes de conselhos de todo o país. “Seguimos por Marcelo, pela optometria e por todos os brasileiros que precisam enxergar melhor.” 📬 Quer acompanhar os próximos passos da campanha pela regulamentação da optometria? Inscreva-se na newsletter do CROOSP e fique por dentro das ações institucionais em defesa da profissão. 👉 INSCREVA-SE AQUI E RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS
Pesquisa detecta perdas visuais em frentistas de postos de gasolina

Agência FAPESP – Os frentistas de postos de combustível podem estar com a visão em risco pela exposição aos solventes existentes na gasolina. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) observou perdas visuais significativas – principalmente relacionadas à capacidade de discriminar cores – em um grupo de 25 trabalhadores. Eles foram avaliados por meio de uma nova metodologia capaz de detectar problemas que passam despercebidos em exames oftalmológicos convencionais. Quem realizou o estudo? O estudo foi realizado no âmbito de um Projeto Temático coordenado pela professora Dora Selma Fix Ventura, do Instituto de Psicologia da USP. “Avaliamos a capacidade de discriminar cores e contrastes e fazemos medidas de campo visual por meio de testes psicofísicos computadorizados. A atividade elétrica da retina também é medida com um exame não invasivo, o eletrorretinograma, que consiste na colocação de um eletrodo no olho para medir a resposta elétrica da retina a um determinado estímulo visual”, contou Ventura. Testes com pacientes Os testes também já foram aplicados em pacientes que sofreram exposição ao mercúrio e em portadores de doenças como diabetes, glaucoma, Parkinson, esclerose múltipla, autismo, distrofia muscular de Duchenne e neuropatia óptica hereditária de Leber – uma patologia genética que costuma causar perda súbita de visão. A pesquisa com o grupo de frentistas da capital foi realizada durante o mestrado de Thiago Leiros Costa, bolsista da FAPESP, e os resultados foram publicados na revista PLoS One. “Esses trabalhadores têm contato diário com solventes da gasolina, como benzeno, tolueno e xileno, e não há um controle normativo forte. Há estudos que estabelecem limites de segurança para a exposição a solventes, mas de forma isolada. Não há parâmetros de segurança para a exposição à mistura de substâncias presentes na gasolina e praticamente ninguém faz uso de equipamentos de proteção individual”, disse Costa. Os voluntários passaram por exames oftalmológicos que descartaram qualquer alteração estrutural na córnea, no cristalino ou no fundo do olho. Ainda assim, o desempenho dos frentistas nos testes psicofísicos foi significativamente inferior quando comparado ao do grupo controle. A hipótese dos pesquisadores é que o impacto na visão seja decorrente do dano neurológico causado pelas substâncias tóxicas do combustível, absorvidas principalmente pelas mucosas da boca e do nariz. “Encontramos alterações em todos os testes de visão de cores e de contrastes. Foi uma perda difusa de sensibilidade visual e isso sugere que foram afetados diferentes níveis de processamento do córtex visual”, contou Costa. Em quatro dos frentistas testados, a perda de sensibilidade para cores foi tão significativa que os pesquisadores precisaram realizar um exame genético para descartar a possibilidade de daltonismo congênito. “Todos os voluntários trabalhavam em postos controlados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e, em princípio, deveriam estar de acordo com as normas de segurança. Isso sugere que, atualmente, o trabalho de frentista não é tão seguro quanto o proposto. Se os solventes estão de fato afetando o cérebro, não é apenas a visão que está sendo comprometida”, avaliou Costa. O pesquisador destacou ainda outras categorias de trabalhadores que podem sofrer perdas visuais pela exposição crônica a solventes orgânicos, como funcionários da indústria gráfica e de tintas. Mercúrio A investigação conduzida por Costa foi um desdobramento de um trabalho anterior feito com trabalhadores expostos ao mercúrio durante o mestrado de Mirella Telles Salgueiro Barboni, também com Bolsa da FAPESP. “Existe um grupo de pacientes acompanhado no Hospital das Clínicas da USP que sofreu exposição ocupacional ao vapor de mercúrio, a maioria em fábricas de lâmpadas fluorescentes. Eles apresentam diversos prejuízos neuropsicológicos e problemas de memória e atenção. Nós queríamos saber se a visão também havia sido afetada”, contou Barboni. Estudos anteriores feitos no Japão, disse a pesquisadora, haviam mostrado que a intoxicação por mercúrio pode causar uma constrição no campo visual, ou seja, diminuir a visão periférica. O grupo da USP decidiu então usar a nova metodologia para descobrir se poderia haver danos também na região central da retina. “Apresentávamos pequenos discos de luz cada vez mais fracos sobre um fundo iluminado. Queríamos medir qual era a menor intensidade de luz que o voluntário conseguia enxergar nas diferentes regiões do campo visual. Em seguida, fazíamos o eletrorretinograma”, contou Barboni. Os resultados mostraram que a visão central também estava bastante prejudicada no grupo de 35 pacientes estudados. Segundo a pesquisadora, todos tiveram desempenho significativamente inferior ao do grupo controle em todos os testes. “Com base nos resultados do grupo controle, composto por pessoas saudáveis, nós criamos faixas de normalidade. Nas regiões mais periféricas do campo visual, 71% dos expostos ao mercúrio tiveram resultado abaixo do limite inferior normal, ou seja, de cada dez voluntários, sete não tinham nem sequer o pior desempenho do grupo controle. Na região central, o índice ficou em torno de 25%”, explicou a pesquisadora. Os resultados da pesquisa foram divulgados em artigo publicado na revista Environmental Research. A visão de cores e de contrastes foi avaliada durante os projetos de mestrado de Claudia Feitosa-Santana e Marcos Lago, respectivamente, que também observaram perdas significativas. “Se considerarmos os vários parâmetros da nossa imagem visual – cor, discriminação de bordas, de contrastes de claro escuro ou de cores –, todos estavam prejudicados nos pacientes expostos ao mercúrio. A imagem para esses sujeitos não é a mesma que para uma pessoa não contaminada”, disse Barboni. No entanto, todos os 35 pacientes foram considerados normais do ponto de vista clínico oftalmológico e apenas aqueles com os piores resultados apresentavam alguma queixa visual prévia. “Acreditamos que, ao longo de 10 ou 15 anos de exposição, a perda foi acontecendo de forma gradativa e o organismo foi se acostumando”, disse Barboni. Retinopatia diabética O mesmo foi observado no grupo de voluntários diabéticos avaliados durante o mestrado e o doutorado de Mirella Gualtieri – ambos com Bolsa da FAPESP. “Avaliamos cerca de 40 diabéticos que estavam com a doença sob controle e sem qualquer diagnóstico de problema oftalmológico. Era aquele tipo de paciente que deixa o médico feliz, achando que sua visão está normal, mas, ao medir a visão de cores, de contraste e
Mulheres na menopausa precisam estar atentas à saúde ocular

A atenção dada à saúde ocular deve ser intensificada quando a mulher se aproxima da menopausa, uma vez que esse período é marcado por intensas alterações hormonais. Além dos sintomas mais comuns atribuídos a essa fase da vida, como as ondas de calor, insônia, mudanças de humor e diminuição da libido, podem ocorrer outros problemas que merecem atenção, tais como os problemas oculares. Durante o climatério A fase que envolve a pré-menopausa e pode se estender até um ano após a menopausa, a mulher pode desenvolver problemas oculares como a síndrome do olho seco, que tem como sintomas a visão nebulosa, sensibilidade extrema à luz e coceira nos olhos. De acordo a oftalmologista Kátia Mello, isso ocorre devido às mudanças hormonais que alteram o filme lacrimal. A situação pode ser minimizada com o uso de colírios, sempre receitados por oftalmologistas. Além da síndrome do olho seco Outros problemas podem afetar essas mulheres, como a catarata, o glaucoma, “vista cansada” e a presbiopia (dificuldade de foco para perto) que podem surgir ou serem agravados pelas alterações hormonais. Mulheres que passam por uma menopausa precoce, antes dos 40 anos, devem ficar ainda mais atentas à sua saúde ocular, pois, segundo Kátia Mello, quanto mais cedo uma mulher chega ao fim de sua vida reprodutiva, maiores são as chances de ela desenvolver doenças oculares. Autor: Esteio ComunicaçãoFonte: Boa Saúde
Você sabe o que é a fixação visual?

Você sabe o que é a fixação visual, porquê ela é importante e como podemos favorecer seu desenvolvimento? A mácula é uma área situada no centro da retina responsável pela visão nítida. No centro dela encontra-se a fóvea, a região do olho encarregada de proporcionar a máxima Acuidade Visual. Por tanto, sempre que queremos ver um objeto com a maior resolução possível colocamos nossa fóvea em direção a ele. Esse fenômeno é chamado de reflexo de fixação e se caracteriza por ser monocular devido a que se desenvolve em cada um dos olhos por separado. A fixação é a PRIMEIRA habilidade visual a ser aprendida após o nascimento e através dela e junto ao amadurecimento das células da mácula desenvolve a visão dos detalhes, a acomodação, a oculomotricidade e a visão binocular e é essencial para a sustentação da atenção visual. A fixação é um reflexo sensorial-motor que se inicia a partir da primeira semana de vida e se estrutura até o terceiro mês após o nascimento. Porém, quando é que o bebê pratica essa habilidade visual monocular para aprendê-la? Na minha opinião é durante a amamentação. Se observamos um bebê mamando veremos que com frequência um dos olhos fica “livre” para ser estimulado e que o outro fica praticamente ocluido. Nesse momento, o olho “livre” tem a oportunidade de treinar a fixação com o rosto da mãe, com pintas da pele, brincos, colares, ou estampas das roupas. Essa “oclusão” de um dos olhos acontece em quase todas as posições utilizadas para amamentar e principalmente durante os primeiros 3 meses de vida. Depois desse tempo e à medida que o bebê melhora o controle da cabeça e do tronco, poderemos observar que durante a amamentação ele consegue posicionar a cabeça de forma que os dois olhos ficam “livres” para serem estimulados e treinar sua coordenação. Então #ficaadica: Se seu filho/a está sendo alimentado com mamadeira, troque, em cada mamada, o lado de apoio do bebê. Isso favorecerá que a fixação se desenvolva com a mesma qualidade nos dois olhos e ajudará no correto aprendizado do resto de habilidades visuais. Marta Bascompte GrauOptometrista ComportamentalEspecialista em desenvolvimento infantilDiretora clínica do Instituto Thea
Quando fazer Exame Vista?

A frequência do exame de vista depende da idade e dos riscos. Adultos sem problemas devem fazer exames a cada 1-2 anos, enquanto idosos e pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doenças oculares devem ir anualmente. Frequência recomendada por idade A frequência do exame de vista depende da idade e dos riscos exame de vista
#OptometriaUnida: Profissionais se mobilizam por reconhecimento e respeito à saúde visual
A optometria tem ganhado voz no Brasil – e agora, também força. A campanha nacional #OptometriaUnida marca um momento histórico para a categoria. Lançada em parceria entre conselhos regionais de óptica e optometria de todo o país, a mobilização quer dar visibilidade à atuação dos optometristas e garantir respeito à sua atuação legal, técnica e ética no cuidado primário da saúde visual da população. A movimentação acontece em meio à repercussão do trágico assassinato do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, em Itapetininga (SP), no fim de outubro. Marcelo era conhecido por seu compromisso com a profissão e pela atuação firme na defesa da optometria como ciência autônoma. Sua morte foi um duro golpe para a categoria, mas também um chamado à união. “Do luto à luta”: é com esse espírito que nasce a #OptometriaUnida. 👁️ O que faz um optometrista? O optometrista é o profissional formado para atuar na avaliação da função visual de forma não invasiva. Ele realiza exames, identifica erros de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), prescreve óculos e lentes de contato, e encaminha casos suspeitos de doenças oftalmológicas para atendimento médico especializado. Em países como Reino Unido, Canadá, EUA e Colômbia, a optometria já integra os sistemas públicos de saúde, com resultados comprovados no acesso visual, economia pública e prevenção de agravos. 📣 Por que a campanha #OptometriaUnida? Além de homenagear Marcelo Nogueira, a campanha: Combate a desinformação e o preconceito institucional; Reivindica o respeito à categoria e o direito de exercer a profissão com segurança jurídica e dignidade. Lança luz sobre a importância da profissão para o SUS; Reforça que optometristas são formados em curso superior e têm respaldo legal para atuar; ⚖️ O que diz a legislação? A atuação dos optometristas de nível superior foi reconhecida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que ao julgar a ADPF 131, reconheceu a legalidade na prescrição de óculos e lentes de contato por estes profissionais. A Anvisa, por sua vez, reforçou esse entendimento em duas Notas Técnicas: “A decisão do STF tem caráter imperativo, válida em todo o território nacional, com eficácia imediata, e as vedações dos decretos não se aplicam aos profissionais optometristas qualificados por instituição de ensino superior” Leia os documentos da ANVISA clicando aqui 📅 Ato em Brasília – 5 de novembro Como parte da mobilização, está sendo organizado um Ato Nacional em Brasília, no dia 5 de novembro, com a presença de profissionais de diferentes regiões. A ação reforça o pedido por: Reconhecimento e visibilidade; Respeito institucional; Abertura de diálogo com autoridades públicas; Inclusão plena da optometria nas políticas públicas de saúde visual. 💬 Como participar? 📲 Use a hashtag #OptometriaUnida 🎥 Grave um vídeo dizendo: “Eu sou optometrista. Eu cuido da visão. Mereço respeito.” 📣 Compartilhe conteúdos e convide colegas de outras áreas para conhecer e apoiar a profissão ✉️ Receba notícias da campanha Inscreva-se em nossa newsletter e acompanhe tudo sobre a mobilização da optometria no Brasil. 👉 INSCREVA-SE CLICANDO AQUI O Brasil precisa enxergar a optometria como parte da solução – não do problema A categoria está unida, preparada e juridicamente respaldada para contribuir com a saúde visual de milhões de brasileiros. #OptometriaUnida é mais que um lema. É um movimento por justiça, visibilidade e respeito.
Optometria no SUS: solução para ampliar o acesso à saúde visual
A optometria no SUS tem ganhado cada vez mais espaço no debate público como alternativa viável, segura e eficaz para ampliar o acesso à saúde visual no Brasil. O optometrista destaca-se por seu papel na atenção primária e na triagem de casos que necessitam de encaminhamento adequado. Mas afinal, como a atuação desse profissional pode contribuir para melhorar o SUS e beneficiar milhões de brasileiros? O que faz um optometrista? O optometrista é o profissional da saúde visual responsável por identificar, avaliar e corrigir disfunções visuais de origem não patológica, como miopia, astigmatismo, presbiopia e hipermetropia. Ele realiza exames não invasivos, prescreve lentes corretivas e encaminha pacientes com suspeitas de patologias para avaliação médica especializada. Alguns profissionais com especializações ainda podem aplicar terapias visuais e adaptar próteses oculares e lentes de contato. Na prática, isso significa que grande parte das queixas visuais da população pode ser solucionada já na atenção primária — sem necessidade imediata de consulta com oftalmologista. Qual o impacto da optometria no SUS? Incluir a optometria no SUS traria uma série de benefícios diretos: Desafogo nas filas: Com triagens feitas por optometristas, casos mais simples seriam resolvidos rapidamente, liberando espaço para atendimentos mais complexos pelos oftalmologistas. Acesso facilitado: Em muitas regiões do Brasil, não há cobertura médica oftalmológica suficiente. A presença de optometristas nos postos de saúde preencheria essa lacuna. Redução de custos públicos: Ao resolver até 80% das queixas visuais com atendimento primário, o SUS economizaria recursos com consultas e exames especializados desnecessários. Melhora na qualidade de vida: Corrigir erros refrativos de forma rápida melhora desempenho escolar, produtividade e bem-estar da população. O que diz a Organização Mundial da Saúde? A OMS reconhece a optometria como componente essencial da atenção primária à saúde visual. Em diversos países – como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Colômbia – o optometrista já atua de forma integrada ao sistema público de saúde, com autonomia para prescrever correções ópticas e realizar triagens visuais. No Brasil, embora o curso superior em optometria já seja juridicamente reconhecido, a atuação ainda enfrenta obstáculos regulatórios. Avançar nesse debate é fundamental para garantir o direito à saúde visual da população. CROOSP defende a inclusão da optometria no SUS O Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP) atua há anos na defesa da regulamentação e valorização da profissão, promovendo capacitação, segurança jurídica e apoio aos profissionais filiados. A inclusão da optometria no SUS está alinhada com a missão do CROOSP: elevar a qualidade da saúde visual no Brasil e garantir o acesso maior da população a cuidados primários eficientes. “A parte população não tem acesso a saúde visual e muitos podem descobrir problemas de visão tardiamente. Com a Optometria no SUS poderíamos mudar esse cenário!”, defende Daniela Iamamoto, presidente do CROOSP. O que falta para isso acontecer? Ainda são necessários: Reconhecimento legal e normativo, permitindo que optometristas atuem no SUS em todo o território nacional; Campanhas de conscientização sobre o papel e os limites da atuação optométrica; Articulação entre conselhos profissionais, gestores públicos e sociedade civil. A proposta não é substituir o trabalho do oftalmologista, mas integrar saberes e ampliar o acesso à saúde visual. Conclusão: optometria no SUS é urgência, não tendência A inclusão da optometria no SUS é uma proposta viável, baseada em evidências e já consolidada em diversos países. Sua implementação pode representar um salto de qualidade no cuidado visual dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. Investir em saúde visual é investir em educação, produtividade e bem-estar. E a optometria no SUS é uma chave para isso.
